Autor(a): Rhillary Alves
O ramo da Engenharia de Tecidos, comumente chamado de Medicina Regenerativa, está relacionado com a reconstrução de estruturas como órgãos e tecidos, que sejam biocompatíveis com o doador. Tem como objetivo suprir a estrutura biológica que já não pode ser reconstruída, garantindo a vitalidade do organismo.
Os implantes temporários tiveram início na década de 60 e são constituídos por polímeros bioreabsorvíveis sendo a maioria do tipo poli(α-hidróxi ácidos). Esses polímeros pertencem a classe de poliésteres alifáticos sintéticos, subdivididos em: poli(ácido glicólico) (PGA), poli(ácido láctico) (PLA), poli(ácido láctico-co-ácido glicólico) (PLGA), poli(ε-caprolactona) (PCL), seus copolímeros e outros. Esses polímeros bioreabsorvíveis, capazes de serem absorvidos pelo corpo humano, fazem parte de centros cirúrgicos em todo o mundo.
E como funciona a confecção desses órgãos?
São isoladas algumas células alvo do órgão ou porção desejada. É realizada uma biópsia no órgão ou outro tipo de procedimento minimamente invasivo, a fim de extrair uma pequena porção do paciente. E assim, estas células serão multiplicadas graças à incubadora ou biorreator, que favorece as condições do meio para que sobrevivam, regulando principalmente temperatura e oxigenação. Assim, essas estruturas serão programadas para reconstruir em impressoras tridimensionais (3D).
Após serem impressos, as estruturas são inseridas em um biorreator e perfuradas para que haja a vascularização.
Vista para o futuro!
Mesmo sendo promissora, são poucas as estruturas que substituem completamente todas as complexas funções biológicas e por isso, esta temática é tão explorada. Além das linhagens celulares pré-estabelecidas, as células tronco estão em ênfase por sua alta capacidade de regeneração — o que pode ser um bônus para a multiplicação celular no ato de confecção do órgão ou estrutura.
Cientistas acreditam que em um futuro próximo, a tecnologia 3D se tornará um procedimento de custo benefício razoável, quando comparado a outros procedimentos como a diálise… E para você? Estamos próximos dessa realidade?
Referências Bibliográficas
ANJOS, M. F. dos et al. Polímeros biorreabsorvíveis aplicados na engenharia de tecidos: uma revisão. Polímeros: Ciência e Tecnologia, v. 30, n. 1, e2020005, 2020.
SOUZA, L. Órgãos 3D: como funciona a tecnologia que pode substituir transplantes. Metrópoles, 29 abr. 2024. Disponível em: <https://www.metropoles.com/saude/orgaos-3d-como-funciona-tecnologia-que-pode-substituir-transplantes>.




