
A pandemia do coronavírus SARS-COV-2, iniciada em março de 2020, levou a uma grande necessidade de diagnósticos precisos e vacinas eficazes. Nesse contexto, a técnica de PCR (Polymerase Chain Reaction) se destacou como um método de diagnóstico confiável, especialmente com o uso da RT-qPCR. No entanto, a história da PCR começa décadas antes, em 1966, quando o pesquisador Thomas Brock e seu estudante Hudson Freeze descobriram uma bactéria termófila, a Thermus aquaticus, em fontes termais do Parque Nacional de Yellowstone. Essa bactéria tinha uma enzima DNA polimerase resistente ao calor, chamada Taq polimerase, que permitiu a amplificação do material genético em laboratório. A técnica PCR foi desenvolvida na década de 80 e seu criador, Kary Mullis, recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1993. Hoje, a PCR é usada em laboratórios de biologia molecular, diagnósticos e perícia criminal, e é um exemplo de como a ciência básica contribui para os avanços da ciência aplicada.

Eu sou Escherichia coli, uma bactéria que vive no intestino de animais, incluindo humanos, e impede o crescimento de bactérias patogênicas. Embora alguns membros da minha espécie sejam perigosos, a maioria é inofensiva e até benéfica.
Fui descoberta há mais de 130 anos pelo médico alemão Theodor Escherich. Desde então, diversas linhagens foram isoladas e estudadas, incluindo K-12 e B, que são utilizadas como modelos na biologia sintética para expressão de proteínas recombinantes.
As linhagens K-12 e B foram modificadas ao longo dos anos para criar variantes como DH1, DH5α, BL21, Origami, Rosetta e C43(DE3), cada uma com suas características únicas e capacidades de expressão de proteínas.
Sou uma bactéria versátil e útil para a biologia sintética, e espero que os cientistas se interessem em trabalhar comigo. Embora possa ser desafiador, há protocolos disponíveis para ajudar a delinear experimentos.

Os alimentos transgênicos são organismos que receberam parte de um material genético (DNA) de outra espécie, tornando-se geneticamente modificados. O objetivo principal é aumentar a produtividade, conferindo resistência a pragas ou herbicidas. Exemplos clássicos incluem a soja e o milho, que foram modificados para resistir a herbicidas e insetos, respectivamente.
A Embrapa afirma que não há indícios de danos à saúde humana causados por alimentos transgênicos, mas existe risco ecológico associado à plantação em larga escala, incluindo a destruição da biodiversidade local e a afetação da microfauna. Além disso, a plantação monocultora em larga escala requer áreas desmatadas, o que pode ter impactos negativos no meio ambiente.

Os biocurativos são curativos à base de células que auxiliam na regeneração do tecido do organismo. Eles são feitos à base de hidrogéis que combinam células com estruturas 3D pré-projetadas. Existem três categorias gerais de composição de hidrogéis:
- Membranas amnióticas e placentárias;
- Células alogênicas da pele humana semeadas;
- Adesivo de fibrina alogênico com plaquetas e leucócitos.
Estudos in vitro demonstram que as biotintas permitem a adesão e crescimento celular em um microambiente 3D ideal.
A formulação das biotintas a partir de hidrogéis e compostos celulares é uma biotecnologia promissora para o futuro, com potencial para se tornar rotina em ambientes hospitalares, promovendo não apenas curativos, mas também diferentes tipos de tecido humanos, diminuindo as filas de transplante e os gastos em saúde.

Autor(a): Sophia Dauare Silva Pereira A insulina é um hormônio peptídeo produzido pelas células β (beta) no pâncreas. Ela é responsável pela regulação da taxa de glicose no sangue, permitindo seu armazenamento intracelular. Quando a ação desse hormônio é disfuncional…

A Tecnologia do DNA Recombinante é uma técnica revolucionária que permite a produção de proteínas recombinantes, essenciais para a prevenção e tratamento de diversas doenças. Ela envolve a inserção de uma sequência de DNA em um vetor (plasmídeo) e sua introdução em uma célula, onde é transcrita e traduzida em proteína.
Essa técnica já permitiu o desenvolvimento de várias vacinas e medicamentos importantes, como:
Vacina contra o papiloma vírus humano (HPV)
Vacina da hepatite B
Fator de coagulação VIII para pessoas com hemofilia
Insulina para portadores de diabetes mellitus tipo 1
Palivizumabe, um anticorpo monoclonal para prevenir a doença provocada pelo vírus sincicial respiratório (VSR)
Modificadores do Curso da Doença para tratar doenças crônicas como psoríase, artrite reumatoide e lúpus.

Os polimorfismos, como os SNPs (Polimorfismos de Nucleotídeo Único), INDELs e variações no número de cópias, são variações genéticas comuns na população. Os polimorfismos são estudados desde a Genética de Populações até aplicações na Ciência Forense. Distribuídos principalmente em regiões não codificantes, mas também em éxons e microssatélites, esses polimorfismos podem afetar a função gênica. Essa diversidade genética é crucial para entender as origens das populações humanas e suas relações, destacando-se como uma ferramenta essencial na pesquisa científica e na aplicação prática para resolver questões sociais e médicas contemporâneas.

A Genética Forense, desde seu início com o DNA fingerprinting desenvolvido por Alec Jeffreys em 1984 e tem sido crucial na resolução de crimes. No Brasil, sua história remonta aos anos 90, com os primeiros laboratórios surgindo nessa época. Com o avanço da PCR, a técnica evoluiu, permitindo a análise mais rápidas e com amostras de pior qualidade. E é o padrão ouro na identificação humana para fins forenses, com perfis genéticos padronizados inseridos em bancos de dados como o CODIS, utilizado no Brasil desde 2009.

Sopa de letrinhas do DNA Por Bianca Leal A-T, G-C. Do Ensino Médio à Pós-Graduação nos acostumamos com essas bases nitrogenadas: Adenina, Timina, Guanina e Citosina. Elas compõem o código do nosso DNA, que é lido e traduzido em…

Pesquisadores estão explorando o potencial das proteínas motoras celulares, como o sistema actina-miosina, para a criação de sistemas biomecânicos portáteis altamente sensíveis em concentrações nano e picomolares. Esses sistemas têm aplicabilidade significativa em diagnósticos e pesquisas devido à coincidência com as concentrações de moléculas de sinalização no corpo humano. Recentemente, um estudo propôs o uso desse sistema para detectar a proteína estreptavidina em concentrações extremamente baixas. Essa inovação promete revolucionar os testes diagnósticos, tornando-os mais acessíveis e eficazes. No entanto, há desafios a superar, como a perda de filamentos de actina nas zonas de captura. A pesquisa nessa área exige colaboração interdisciplinar e oferece oportunidades para melhorias contínuas e aplicações comerciais.